Até que estejamos vivos o nosso eu nos pertence como tal e define a nossa personalidade, afirma o nosso caráter, ativa a nossa essência mas á partir do momento em que faremos a passagem de planos, o nosso eu habitará o nosso subconsciente que situa-se em nosso cerebelo, logo acima do nosso cérebro, e nessas condições seremos todos espíritos tradutores da essência de cada qual, o seu legado para esse mundo que não existirá mais porque a nova mente do espírito não abrange recordação de sentimentos que faziam você sofrer, ficariam todos retidos na esteira magnética que envolve esse mundo em constante transformação, e ás vezes influencia pessoas consideradas possuídas se perguntados, quando simplesmente são espíritos condenados á viverem aprisionados em objetos ou paisagens, mas e quem lhe condenou, seria Deus mas e como ele daria conta do recado, não, não isso não está bem contado, pois tudo se atribui á um único Deus, ele estaria recebendo cada espírito sob a forma de milhares de cópias fiéis, mas e como é Deus, afinal ele deve ter formas e a voz como será, e sua vaidade como ser superior ou vive sem essa determinada vaidade que exatamente todos temos, como o amor próprio imprescindível para a auto-estima do ser, é isso são dúvidas que nos acompanharão por toda essa nossa existência, o que sei é conviver com o meu eu e o subconsciente que ainda um dia serão um só, mas por enquanto cada qual tem o seu papel em minha vida, e juntos conquistaremos esse mundo literário brasileiro assim como a sua simpatia, porque se você leu essa página até aqui é porque você é simpático(a) e terá muito mais, basta que me sigam, temos muito o que conversar sobre espíritos que ainda um dia seremos todos iguais.
Como tal sei que vivi meus momentos, carrego comigo uma bagagem mirabolante, foram tantos sentimentos variados, tantas emoções temporárias, tanta vivência vivida, tanto aprendizado em sua essência daquele que você terá que viver para saber, que nem sei como é que foi possível viver isso tudo até os meus vinte e sete anos, mas eu me sentia realizado e pronto para partir para a próxima dimensão, já havia passado o controle do meu eu ao espírito que já estaria livre do cárcere e apto á administrar a situação, caso não fosse a minha essência que não admitia com que eu partisse sem que deixasse o meu legado, que seria construído por mim e auxiliado pelo subconsciente que me permitiria viver a vida que nunca me foi possível viver, devido ao uso excessivo de cocaína em minha juventude transviada ao mais alto grau, mas apesar disso tudo eu amava, eu trabalhava, eu interagia, vai ver, é por isso que eu me diferenciava de um usuário trivial e olhe que eu usava de cinco á cinqüenta gramas por dia, eu era muito intenso no que fazia e ás vezes eu passava do ponto, baseado nisso tive várias overdoses, três para ser mais exato, duas de LSD natural e uma de cocaína, eu era um comedor de gogumelos literalmente, claro que eu era um mestre no preparo dos chás, mas tive que parar com aquilo que estaria apodrecendo o meu sangue, eu tomava um copo de liquidificador com umas quinze, vinte chapas todo dia da minha vida, eu andava quilômetros de á pé pelos pastos atrás dos fungos, e olhe que tive que salvar vidas, é uma longa história, assim como ensinei alguns colonos á colher os fungos, mas isso tudo passou, embora isso tudo serviu para que moldasse-me uma concepção formada sobre tudo relacionado á essa vida, que deve sim ser vivida de verdade.